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Banco Central pode diminuir rolagem dos contratos de derivativos cambiais

Banco Central pode diminuir rolagem dos contratos de derivativos cambiais

DCI 17-06

 

O Banco Central tem espaço para diminuir a rolagem de contratos de swaps (troca de ativos) cambiais no mercado se considerado o montante de proteção (hedge) já disponibilizado para empresas e instituições financeiras (bancos). 

Na avaliação de profissionais de mercado, os principais agentes já estão protegidos das oscilações do câmbio, e o País tem reservas internacionais suficientes para honrar todos os seus compromissos no exterior. Segundo o Banco Central (BC), o Brasil tem reservas internacionais de US$ 372 bilhões, ante uma dívida externa bruta total (do setor público, bancos e de empresas) de US$ 351 bilhões, ou seja, o País é credor líquido em US$ 21 bilhões. Ontem, o dólar fechou em queda de 1,18% a R$ 3,09 no balcão. Em junho, a moeda americana já apresenta queda de 3%, embora no ano mostre uma alta de 14,8%.

“Lá fora, o dólar tem se valorizado em relação a todas as moedas, mas aqui [no Brasil], a realidade é que o volume de importações caiu muito nos últimos meses, o importador está quase fora do mercado e temos algum fluxo positivo de entrada. Se o dólar continuar caindo, o BC vai diminuir a rolagem de swaps”, aponta o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Mulero Galhardo.

No último dia 10 de junho, o Banco Central reduziu a rolagem de swaps cambiais – operação similar a venda de dólares no mercado futuro – de 7 mil contratos para 6,3 mil contratos diários. Cada contrato é equivalente ao valor de US$ 50 mil.

No recente mês de março, o BC respondia por uma exposição de US$ 114 bilhões se observa nas últimas semanas na formação da taxa cambial, até com percentuais bastante substantivos, tem mais sinais de movimentos orquestrados por operações de daytrade [no mesmo dia] do que de impacto de fluxo cambial”. 

Galhardo, da Treviso, também apontou que há uma forte movimentação diária no mercado de câmbio até às 13 horas, quando há o fechamento da Ptax, a taxa média apurada pelo Banco Central. “De um tempo para cá, tenho notado essa movimentação, sai a Ptax, o mercado muda. Para que serve isso, ainda não consegui identificar”, diz o gerente.

Frederico, da Ourominas, também confirma que a volatilidade está muito forte no intra - d a y [dentro do mesmo dia]. “Parece uma montanha russa, entre o mínimo, e o teto, em torno de R$ 3,20 tudo é possível”, alerta o operador.

Para Nehme, da NGO, as operações de day-trade estão influenciando mais que o fluxo de entrada de dólares. “Não há efetivamente razões fundamentadas que possam dar sustentabilidade à queda do preço do dólar no nosso mercado, que a rigor deveria manter um viés aquecido de alta, monitorado pelo BC através da oferta de hedge no mercado futuro para evitar exacerbações.”

 

Publicação: DCI
Data: 17 de junho de 2015
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