Loading...

Remessa para fora do País tem custo a partir de R$ 20

Remessa para fora do País tem custo a partir de R$ 20

DCI 13-04

Corretores atendem diferentes públicos em pagamentos no exterior, desde imigrantes haitianos, senegaleses e bolivianos até estudantes de alta renda.

Ao se considerar um ticket mínimo de US$ 100 - cerca de R$ 320 no câmbio turismo - o custo para se enviar dinheiro para o exterior é acessível a partir de R$ 20. As operadoras de remessas internacionais - conceito chamado cash to cash - cobram taxas entre 3% e 6% do valor.

Esse serviço de câmbio cuja transferência de dinheiro leva entre 10 e 15 minutos para que haja a disponibilidade dos recursos no destino costuma ser utilizado por imigrantes no Brasil, brasileiros residentes no exterior, e por bolsistas e estudantes em intercâmbio.

Entre os documentos exigidos para concluir a operação estão: carteira de identidade (RG), cadastro de pessoa física (CPF) e comprovante de endereço. No caso dos imigrantes estrangeiros também é solicitado o passaporte do país de origem. O limite é de US$ 3 mil por operação e pessoa física.

Mas segundo a supervisora de remessas internacionais da Corretora Ourominas, Renata Farias, o ticket médio das operações entre colônias de imigrantes estrangeiros no Brasil fica entre US$ 300 e US$ 500.

"O serviço de envio é muito utilizado pela comunidade boliviana e haitiana, respectivamente em remessas para Bolívia, República Dominicana e Haiti. A taxa média fica em torno de 4%", exemplifica.

A Ourominas possui parceria com a operadora internacional MoneyGram, que possui mais de 320 mil pontos de atendimento em 200 países.

Ela contou que na ponta contrária, o serviço de recebimento é utilizado pelas colônias de brasileiros nos Estados Unidos, em Portugal e da França. "Diminuiu muito os recebimentos da comunidade brasileira no Japão", disse Renata.

Na corretora Daycoval Câmbio, o maior público de remessas internacionais também é de imigrantes bolivianos, haitianos e senegaleses. "Em nossas lojas do Bom Retiro, Brás e Itaquera, em São Paulo, o ticket fica entre US$ 300 e US$ 500. Mas temos uma loja em Florianopólis [SC] que atende a comunidade de africanos e o ticket mínimo é de US$ 100", contou o gestor da Daycoval Câmbio, Eduardo Campos.

Renata Farias contou que a alta do dólar nesse início de ano até afetou parte das remessas de imigrantes. "Tivemos uma redução na quantidade de envios mas eles não deixaram de enviar dinheiro para suas famílias", diz a supervisora da Ourominas.

Na mesma linha, Campos avaliou que houve queda no volume de transferências internacionais em fevereiro último, mas que essa moderação foi momentânea. "O impacto psicológico da alta do dólar foi maior em fevereiro, agora em abril está excelente", afirma.

Ciências sem fronteiras

Entre o público de bolsistas do programa do governo Ciências Sem Fronteiras e demais estudantes em intercâmbio, o ticket médio nessas operações de remessas internacionais costuma ser maior, cerca de US$ 1,5 mil por operação.

"Para um estudante que possui poucos gastos, de até US$ 500 por mês, a opção mais barata pode ser um cartão pré-pago em moeda estrangeira", argumenta Eduardo Campos, mesmo, diz ele, considerando a cobrança do Imposto de Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.

Mas para operações acima desse montante, Campos recomenda a utilização de pagamentos internacionais em contas bancárias no exterior. "A operação custa US$ 15", contou o gestor da Daycoval.

Campos explicou que essa alternativa é válida para o público de estudantes das classes A e B para poder acessar o pagamento internacional para manutenção de residentes no exterior.

"Basta abrir uma conta num banco local [no exterior], e declarar a existência dessa conta internacional no Imposto de Renda (IR). O estudante ou sua família só precisa comprovar sua capacidade econômica e financeira", diz.

O gestor explicou que os custos para se manter uma conta no exterior são similares as tarifas cobradas por bancos brasileiros. "Se a pessoa tiver aplicações financeiras pode até ser isenta de tarifas", diz.

A supervisora de pagamentos internacionais da Ourominas, Karen Sasaki, comparou que a manutenção de uma conta no exterior custa entre US$ 20 a US$ 30 por mês. "A partir de US$ 1 mil, um pagamento internacional sai por cerca de US$ 20", contou.

Karen Sasaki explicou que essa modalidade também é muito usada pela comunidade de médicos para o pagamento de cursos e congressos no exterior. Nesse segmento de alta renda, o ticket médio de pagamento internacional da pessoa física é de US$ 10 mil. "Se exige o RG, CPF, comprovante de endereço e o imposto de renda."

 

Publicação: DCI
Data: 13 de abril de 2015
 Voltar